Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

1.º Congresso Internacional de Parentalidade

1.º Congresso Internacional de Parentalidade

 

 

1.º Congresso Internacional de Parentalidade
do Instituto de Psicologia e Neuropsicologia do Porto

Parentalidade - Um desafio para o terceiro milénio

 

 

O Instituto de Psicologia e Neuropsicologia do Porto tem o prazer de anunciar que nos dias 9 e 10 de Março de 2012 realiza o 1.º Congresso Internacional de Parentalidade, na Fundação Eng. António de Almeida, no Porto.

 

Este evento tem como objectivo criar um ponto de encontro de nível internacional sobre os desafios da parentalidade contemporânea, reunindo perspectivas multidisciplinares da Psicologia, da Psicanálise, da Pedagogia, da Educação, do Direito, da Sociologia e da Cultura. 

 

Contamos com as contribuições de algumas das mais conceituadas individualidades e organizações para conhecer programas de Educação Parental relevantes a nível nacional e internacional, e outros suportes sociais e governamentais em vigor, a par de uma profunda reflexão acerca de algumas questões críticas associadas à parentalidade.

 

Pretendemos proporcionar um pólo importante de convergência, de reflexão e de especialização, dirigido não só a técnicos e investigadores que trabalham nesta área, como também a todos os pais, filhos e cidadãos para quem a parentalidade constitua um foco de interesse. 

 

Aqui poderá aceder a todas as informações do congresso e acompanhar todas as actualizações das mesmas.

Sejam bem-vindos ao Porto em Março de 2012.


Organização: 
Instituto de Psicologia e Neuropsicologia do Porto
Rua Alexandre Herculano, 371, 2.º Esq. | 4000-055 Porto

222 019 839 | 916 101 907



publicado por Jorge Soares às 20:51
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Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012

Movimento Adopção Internacional - acordos bilaterais

Adopção internacional

Imagem do Momentos e Olhares

 

 

Criado por: Meninos do Mundo, 2012-01-25 às 14:52 Tema: Outro

 

Pela introdução de mecanismos de controlo da legalidade dos processos de adopção internacional, nomeadamente através da celebração de acordos bilaterais.

 

A Meninos do Mundo-Associação, desde a sua criação (9.9.2008), tem apresentado regularmente quer aos Grupos Parlamentares, quer à Autoridade Central Portuguesa Para a Adopção Internacional propostas de mecanismos de controlo da legalidade dos processos de adopção internacional. A Adopção Internacional está prevista na Lei n.º 31/2003, de 22 de Agosto e Portugal é Estado Contratante da Convenção de Haia, tendo esta última entrado em vigor em Portugal em 1.7.2004. Estes mecanismos de controlo passam, para além de outras condutas, pela celebração de acordos bilaterais entre Portugal e outros países, nos quais sejam estabelecidos procedimentos específicos entre as partes que permitam, implicitamente, controlar todo o trâmite legal do processo. É urgente a celebração de acordos bilaterais. Só assim será possível tratar todas as crianças do Mundo de forma igual, possibilitando-lhes uma família, quando a adopção seja o projecto de vida adequado, e em simultâneo zelar pela sua segurança quer em termos físicos, quer em termos jurídicos. Não basta Portugal ser Estado contratante da Convenção de Haia, é urgente a celebração de acordos bilaterais, nomeadamente com Cabo Verde, S. Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Angola, Moçambique, Brasil e Timor, ou a celebração de um acordo único, através do qual se uniformize a adopção internacional entre estes vários países. Uma Criança é Uma Criança em Qualquer Parte do Mundo, sem esquecer Portugal onde milhares de crianças continuam a aguardar por uma família!

 

 http://www.portugal.gov.pt/pt/o-meu-movimento/ver-movimentos.aspx?m=407

INSTRUÇÕES PARA VOTAR :
1- Efectuar um registo no Portal do Governo  (link REGISTAR no topo à direita).
2- Inserir nome (verdadeiro ou falso), e-mail e password (diferente da usada na conta de mail).
3 - Verificar na sua conta a chegada de um mail de confirmação de registo.
4 - Clicar novamente no link do movimento e clicar em APOIAR na parte inferior.
 
Cada mail só permite votar uma vez.
 
Não podemos desistir de pôs este mundo direito!
 
Maria João
Vamos todos votar, porque uma criança é uma criança em qualquer parte do mundo
publicado por Jorge Soares às 22:34
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Ainda as adopções falhadas e as crianças devolvidas

Adopção

Imagem minha do Momentos e Olhares

 

Há uns tempos num workshop sobre adopção em que estavam elementos de alguns centros de acolhimento, alguém veio falar comigo sobre uma criança de 11 anos que já tinha sido rejeitada e para a que  a segurança social não encontrava candidatos. Entre os muitos candidatos que eu conhecia não haveria alguém disposto a aceitar esta criança?... Por acaso havia, até mais que um... candidatos aprovados pela segurança social e que estavam à espera há anos, vá lá saber-se porque a segurança social não os tinha encontrado. Mais estranho ainda é que mal apareceram os candidatos, a segurança social do distrito onde estava a criança arranjou logo outros do mesmo distrito... vá lá a gente perceber porque não o tinham feito antes.

 

Não era a primeira, nem foi a ultima vez que vi situações destas, raramente aparecem candidatos para crianças maiores de seis anos e muitas vezes a forma de os encontrar é esta... ir perguntando se alguém conhece candidatos que os aceitem...  às vezes eles aparecem e lá se encontra a maneira de convencer a segurança social a permitir a adopção, coisa que nem sempre é fácil, porque as suas crianças são para os seus candidatos.. mesmo que estes não existam.

 

Outra forma é arranjar uma família amiga para a criança, alguém que o visite, que de vez em quando o leve a passar um fim de semana, com o tempo as pessoas afeiçoam-se à criança e terminam por optar pela adopção, pessoas que nem eram candidatos mas que dada a situação da criança são mais ou menos avaliados à pressão e terminam por adoptar. É só mais uma forma de encontrar uma família para crianças que de outra forma nunca a teriam.

 

A julgar por algumas coisas que li, terá sido isto que aconteceu com o Carlos, a criança da reportagem da TVI de que falei no post de há três dias e que foi devolvida, li em mais que um sitio comentários de uma ou várias pessoas que diziam que o casal conhecia a criança desde antes.

 

Apesar de ter passado por dois processos de adopção e de em ambos ter estado bastante tempo à espera, não consigo ser contra este tipo de procedimentos, se há coisa que sempre critiquei é a inércia que existe em muitos dos centros de acolhimento, inércia que no fim se traduz em que as crianças passem a vida institucionalizadas sem que ninguém perceba porquê. É de louvar quando as instituições se preocupam e tentam encontrar uma solução mesmo para aquelas crianças que a própria segurança social já abandonou à sua sorte.

 

É claro que este tipo de situações leva a que as crianças sejam entregues a pessoas que nem sempre foram avaliadas convenientemente, e nem sempre a suposta boa vontade é suficiente para quebrar barreiras. Muita gente vai para a adopção acreditando que está a ajudar as pobres criancinhas e esquecem-se que estas são seres humanos que muitas vezes já passaram por coisas terríveis e quando se deparam com crianças que tem vontade e vida própria não fazem a menor ideia de como enfrentar a situação.

 

Adoptar não é ajudar uma criancinha abandonada, adoptar é ter um filho, com todas as alegrias e tristezas que tem qualquer outro filho e alguns desafios extra com os que vamos aprendendo a viver todos os dias. Adoptar não pode nem deve ser uma questão de bom coração e boa vontade, adoptar não é um acto de caridade, quem adopta tem que começar por entender uma coisa, não há filhos biológicos e adoptivos, só há filhos.

 

Este post saiu um pouco ao lado do que era a minha ideia incial... mas pronto, é o que há.

 

Post do O que é o Jantar?

 

Jorge Soares

publicado por Jorge Soares às 00:09
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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

Da adoção e da dificil arte de amar

Da adoção e da dificil arte de amar

 

Desde muito cedo - cerca dos meus doze anos, talvez - disse que um dia gostava de adotar uma criança. As razões eram simples: sabia o quão importante era para mim ter e crescer com uma família e considerava que era certamente muito triste que a algumas crianças isso fosse negado. Mais, teorizava eu  - por essa tenra idade, sim - que se cada familia que tivesse essa possibilidade o fizesse haveria certamente muito poucas crianças a crescer sem esse privilégio.

 

Cresci sem que a ideia nunca me tivesse abandonado. Á medida que os anos foram passando, sedimentei-a mais dentro de mim e cheguei a ter a certeza que a colocaria em prática. Aliás, chegou mesmo a fazer parte do projeto de vida familiar com o pai da M.

 

Independentemente de vir ou não a ter um filho biológico, sabia que não desejava adotar um bebé. Em primeiro lugar porque esses têm, por razões óbvias, maior probabilidade de um futuro em família. Em segundo lugar porque era importante que a criança que escolhessemos para filho ou filha nos escolhesse também. Acredito que, como em qualquer questão que envolve afetos, a entrega do coração é um ato de reciprocidade em que mesmo a filiação natural não é condição intrinseca, mas fruto de uma relação que se constroi e em que se investe todos os dias. Por estas duas razões fundamentais, a adoção seria sempre de uma criança a partir dos quatro ou cinco anos de idade. Dificilmente menos.

O facto de ter trabalhado muitos anos como advogada fez-me ter uma perceção mais alargada do que, de há uns anos para cá, significa adotar uma criança institucionalizada. Se há umas décadas atrás os célebres orfanatos tinham essencialmente crianças abandonadas á sua sorte ou entregues á porta da igreja por falta de condições económicas ou motivos de desonra e vergonha das suas progenitoras, o cenário das últimas décadas é já bem diferente. Uma boa parte das crianças que vão chegando de há um tempo a esta parte ás diversas intituíções de acolhimento são, numa assustadora maioria, crianças muito negligenciadas, quando não mesmo abusadas e maltratadas por aqueles que as deviam, em primeira linha e no mais básico instinto animal, proteger. São infâncias marcadas desde as mais tenras idades por inúmeros desconfortos, esmagadoras ausências e aterrorizadoras presenças. São crianças que facilmente a vida torna dificieis, assustadas e revoltadas. São crianças que trazem marcados na pele e na alma episódios que a maioria de nós prefere nem imaginar. São crianças que, cada vez em maior numero, chegam aos espaços que as recebem sem mãos suficientes e perfis adequadamente preparados para as acolher. 

 

No meu caso, não foi por esta mudança de cenário e esta tomada de consciência que a decisão de adotar foi ficando adiada. Mas estar mais próxima desta realidade foi decisivo na certeza de que este é um passo que só pode ser dado por pessoas bem estruturadas e com maturidade para a vida, o que, como bem se sabe, é ambição de muitos mas uma conquista de poucos.

 

Ontem á noite, uma reportagem da TVI dava conta do numero de crianças que são devolvidas antes da conclusão do processo de adoção. Não sendo novidade para mim este bizarro fenómeno, não deixa de continuar a causar-me perplexidade e indignação. Porque revela que muitos dos que desejam adotar não fazem ideia daquilo ao que vão e porque revela que o trabalho de casa - de quem em segunda linha devia cuidar, proteger e assegurar o bem estar e saude emocional destas crianças, depois dos primeiros terem falhado no desempenho do papel  - continua a não ser feito de forma responsável.

 

Tenho algum pavor a clichés e generalizações e esforço-me por não fazer uso deles na minha vida, mas a verdade é que me é dificil não associar, em muitos casos, a procura de crianças para adotar a mais uma variante do mercado de consumo. Ainda que, como tantas vezes acontece quando falamos do que não conhecemos profundamente, possa ser leviana e injusta, penso-o em relação a esta opção por muitas celebridades internacionais. Mas é fácil pensar o mesmo de muitos dos que se propõe adotar em Portugal.

 

Desejar um filho - e adotar não pode ser nem mais nem menos do que isso - não pode, não deve ser nunca um ato de preenchimento das nossas falhas narcisicas. Desejar e ter um filho só pode, sempre, ser fruto de uma escolha que se sabe que será, em qualquer circunstância, para a vida.

Os filhos, como qualquer grande amor, não vêm com manual de instruções. Não existem fórmulas mágicas que nos façam acertar em tudo na sua educação, assim como não existe nenhum xarope que se lhes dê ao pequeno almoço para que nunca nos desapontem. Mas é essa a essencia do amor incondicional. Quando se ama tudo é possivel e essa é a única magia [grande e real] que tudo salva e tudo compõe. 

 

Compreendo e acho absolutamente indispensavel que o processo de adoção contemple um periodo de experiência, de adaptação, o que lhe quiserem chamar. O que não faz sentido, por manifesto desajuste e atentado áquele que deve ser o cerne da intenção de adotar é que sirva - como num dos casos ontem relatados - para aferir resultados escolares, desempenhos de sucesso e vassalagem de afetos, destas crianças em relação aos interessados.

 

Por razões que não me são dificeis perceber, mas que me são impossiveis aceitar, uma boa parte dos pais de hoje vive ainda completamente orientada para a produção de executivos de sucesso e de gente que terá de ter garantido um emprego e uma vida proeminente, seja a que preço for, custe as dores emocionais que custar. Entopem-se crianças de atividades extracurriculares e explicações, definem-se horários de estudo rígidos ao fim de semana, escolhem-se os amigos pelas contas bancárias e apelidos dos respetivos  pais, compensa-se com todos os gadgets de última geração e uma generosa mesada no bolso e assim se fecha o negócio... com muitas e bem conhecidas repercursões a curto, médio e longo prazo. Não falo ao acaso, mas de casos de conheci na minha infância e outros que vou vendo repetir-se, impunemente.

 

Se já considero tudo isto grave na educação de um filho biológico, não tenho palavras para o qualificar num filho adotado.

 

Uma criança é, será sempre um investimento, mas do coração e não do abrir dos cordões á bolsa.

 

Não se deseja ou tem um filho para nos realizarmos no que não conseguimos - a não ser que esse desejo seja, para nossa felicidade, um desejo genuinamente coincidente de um filho. Não se deseja ou tem um filho para mostrar á familia e vizinhança que somos mais do que toda a vida nos fizeram sentir. Não se deseja nem tem um filho para exibir a folga financeira de lhe pagar colégio, faculdade privada e MBA´s no estrangeiro - como se faz com a celindrada do carro, os metros quadrados da casa e as marcas de roupa com que se desfila. Não se deseja nem se tem um filho para ocupar o lugar de quem nunca conseguimos que nos amasse.

 

Um filho, ou dito de outra forma, um ser humano que depende exclusivamente de um ato de vontade nosso e que não é tido nem achado no assunto nessa decisão, merece, sem dúvida o melhor de nós. Que isso represente, sempre que possivel, o melhor investimento financeiro na sua segurança, saúde, alimentação e educação é não só legitimo como desejável. O que não pode, ou no mínimo não devia, em qualquer circunstância, é ser motivo de contrapartida para o amor que se lhe tenha. Infelizmente sabemos que o é, em muitos casos, nas relações biológicas entre pais e filhos. Que haja a tentação de gente mal estruturada e cheia de boa vontade em fazer coisas boazinhas e ajudar pobrezinhos para gaudio próprio e exibição na rua onde são famosos (ou talvez não), também. Que o Estado se exima de fazer a sua parte é que, cada vez mais, me parece uma gravíssima ação por omissão.

 

Uma boa parte das crianças institucionalizadas não é fácil e a maior parte conjuga o verbo abandonar desde o dia em que foi gerada. Confiar é aquilo que lhes é mais dificil. Entregar o que não se recebeu um ato humanamente impossivel.

 

Escolher o caminho da adoção de uma criança com mais de três anos de idade é saber que se tem, na esmagadora maioria dos casos, pela frente um caminho moroso, feito de altos e baixos, com muitos avanços e ainda mais recuos. É um namoro que se enceta com alguém que mais do que não estar habituado, tem medo de amar e, mais uma vez, ser traído e abandonado.

 

Quem tem filhos biológicos sabe quantas vezes põe á prova os nossos afetos, a nossa paciência e a  capacidade de nos mantermos firmes nas nossas decisões. Sabe também quantas vezes choramos, de dúvida, raiva ou tristeza e choram eles também, pelos mesmos motivos, durante o caminho da relação. Mas ter um filho é tudo isso. E é tudo o resto. E é desejar e conseguir ir sempre mais e mais além.

 

Devolver uma criança que procurámos por decisão nossa, porque ela não nos fez, no prazo legal, sentir bem, felizes e realizados por praticar uma boa ação, só pode ser fruto de uma grande desorganização interna ou má formação. Supor que uma criança nestas condições está preparada para ficar incondicionalmente agradecida,  devolvendo com juros e sem prazo de carência ou dilatação tudo o que recebe de tão altruistas mecenas, é não saber nada da natureza humana nem do que representa o amor na vida. E todos sabemos que há gente que pensa e age assim. Claro que sabemos. O que não se admite é que quem tutela estas crianças faça delas laboratório de triagem, na esperança de com isso tornar os processos mais céleres. De boas intenções está o inferno cheio. Pena que não estejam também as prisões..

Do  Blog Deixa Entrar o Sol
publicado por Jorge Soares às 10:54
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Adopções falhadas

Adopção crianças devolvidas

Imagem de aqui

 

"Ele é muito dócil mas há outra face, ele não queria saber da escola!"

 

Juro que me vieram as lágrimas aos olhos, como é possível?..estou para aqui a tentar verbalizar o que me vai por dentro e não consigo, como é que é possível?, como é que esta senhora tem a lata de vir dizer uma coisas destas para a televisão?  Mudava de roupa todos os dias..e isso é defeito?, teve 3 negativas num período... e isso é motivo para se abandonar uma criança ao fim de cinco meses e meio do período de pré-adopção?

 

Supostamente a imbecil, desculpem mas hoje não vou estar com meias palavras e não me ocorre nenhuma outra forma de me referir a ela, tem dois filhos biológicos, será que eram ambos perfeitos?, tiveram sempre boas notas, nunca se portaram mal, nunca fizeram uma asneira? Nunca os devolveu porquê? Porquê escolheu uma criança que já tinha sido abandonada antes, que viveu uma grande parte da sua vida na expectativa de encontrar uma família,  para a voltar a abandonar e a fazer sofrer?

 

Gostava sinceramente de falar com as assistentes sociais que fizeram a avaliação do processo, gostava de saber como foi avaliada esta senhora, porque entregam uma criança a alguém que está à espera que esta seja perfeita. Não faço ideia da história de vida da criança, mas não é difícil de entender que não terá tido uma vida fácil, como pode alguém estar à espera que ela seja perfeita?..existem as crianças perfeitas?

 

Eu sempre disse que adoptar é um acto de egoísmo, ninguém adopta por querer ajudar as criancinhas, todos adoptamos porque queremos ter filhos, mas um filho não se escolhe, e não se escolhe quando é biológico como não se escolhe quando é adoptado, um filho é uma davida que se recebe de braços abertos e se aprende a amar, com virtudes e defeitos.

 

Entretanto alguém deixou o seguinte comentário na noticia da TVI:

 

"Esta criança no dia em que deixou a instituição para ir com esta família irradiava alegria, felicidade, e sempre o ouvi dizer que queria ser adoptado. Sou voluntária nesta instituição e esta criança já tinha laços com esta família antes de lhe ser entregue."

 

Ainda por cima eles já conheciam a criança desde antes, coisa que não acontece na maioria dos casos, como é que há gente tão anormal que consegue destruir assim os sonhos de uma criança?

 

O mais grave é que estas coisas passam impunes, como dizia a Susana há pouco no Facebook, se alguém abandona um filho biológico é recriminado e  criminalizado, esta gente abandona as crianças desta forma e não só não é responsabilizado, como continua na lista de adopção e há quem lhes entregue outras crianças.

 

Vídeo com a noticia da TVI aqui 

 

Post do meu blog: O que é o Jantar? 

 

Jorge Soares

 

publicado por Jorge Soares às 09:40
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