Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

As listas Nacionais de Adopção não são Rankings…

adopção

Imagem da internet

 

A história das listas nacionais de adopção, tem dado muito que falar desde a sua constituição…Por um lado, os candidatos ouvem das suas equipas de adopção que não as utilizam, mas apenas utilizam as listas distritais, depois existe o poder politico, que jura a pés juntos que as listas nacionais funcionam (ver aqui) e que são umas das responsáveis pelo aumento das adopções em Portugal.

 

Mas deixo aqui sobre o assunto um testemunho encontrados no fórum da www.apfertelidade.org 

 

RESPOSTA DA SS AO PEDIDO DE INFORMAÇÃO SOBRE O nº NA LISTA NACIONAL.

Encontram-se registados na Lista de Candidatos à Adopção Nacional Residentes em Portugal (CANRP) com o nº xxxxxxxxxxxx, criado em 17/04/2006 e no estado de "aguarda proposta".

" Relativamente à informação solicitada sobre o "lugar que ocupa" na CANRP, informamos que não é possível a este serviço dar uma resposta concreta, uma vez que a base de dados para a adopção, não foi  concebida para a elaboração de um "ranking" dos candidatos à adopção em lista de espera, antes tem a finalidade prevista no artº 11º-B do DI nº 185/93, 22 de Maio, ou seja:

a)Identificar o candidato com as condições mais adequadas ao perfil da criança.
b) Identificar as crianças em situação de adaptabilidade.
c)Garantir uma maior equidade e transparência no processo de confiança do adoptado ao candidato a adoptante
d) Aumentar as possibilidades de adopção da criança, introduzindo maior celeridade nesse procedimento".

 

Patricia

publicado por Missão Criança às 21:05
link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito
|
Domingo, 20 de Setembro de 2009

Adopção:E o sonho vai morrendo

Adopção, e o sonho vai morrendo

 

Chamo-me Susana, somos um casal infértil jà hà 19 anos. Inscrevemo-nos na adopção em Março de 2004 para uma criança até 1 ano sem preferência de sexo, caucasiana, e sem problemas. Disseram-nos logo que era muto complicado, porque eu na altura tinha 34 anos e o meu marido 42 respectivamente.

 

Mesmo assim, passados 6 mêses o nosso processo estava concluido e estavamos aprovados para adoptar uma criança.


Desde essa altura e até 2008 a única palavra que tiveram conosco foi simplesmente uma carta que recebemos em 2006 a perguntarem se ainda estavamos interessados em mantermos o processo, obviamente que a resposta à carta foi afirmativa.


Em 2008 decidimos deslocarmo-nos à Segurança Social de Lisboa (minha área) para saber como estava a decorrer o nosso processo. Se quando me inscrevi a lista de espera estava em 4 a 5 anos, o que nos foi dito em 2008 é que as listas de espera estavam em 7 anos e que tinhamos que esperar, perguntei se podiamos alongar a idade da criança, foi-nos dito que não valia a pena, que quem espera 5 anos também espera mais 2.


Esperar...esperar...esperar...como se diz a um casal que espera 5 anos por um filho do coração para continuar a esperar? 


Em Maio fiz uma carta ao Director da Segurança Social a pedir resposta em relação ao nosso processo. A resposta foi a mesma...7 anos de espera para uma criança no distrito de Lisboa.


Estou a pensar fazer um mail, mas sinceramente não sei se vale a pena.


Neste momento tenho 39 anos e o meu marido 48. Muito provavelmente outros casais já passaram à nossa frente porque são mais jovens, mas quando nos inscrevemos também eramos jovens...


Passaram 5 anos e meio, não sei quantos mais terão que passar...não sei se quando fizer os 7 anos de espera a lista não sobe para os 10...não sei...só sei que desejamos muito um filho, temos um amor imenso para dar, e sei que está uma criança algures à espera do nosso amor, mas sem saber muito bem porque é que nos nos privam dessa oportunidade.


Susana Pina

A Susana é a autora do Blog Sonho ter um Filho

publicado por Missão Criança às 21:21
link do post | comentar | ver comentários (19) | favorito
|
Quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

As marcas que não se vêem

Ele pode não ter muita consciência do seu passado, talvez o leve autismo diagnosticado e a sua não consciência do tempo não lhe permita muito, talvez o seu discurso ainda por vez meio incoerente apesar dos seus quase 10 anos não permita que se expresse mais vezes sobre o tema de uma forma perceptível, mas o certo é que as marcas estão lá, aparecem em forma de flashes, frases ditas no meio de conversas que nada têm a ver e que rapidamente se dissipam com a distracção por qualquer movimento que haja a seu redor.
 
Com a mão junto ao coração ele disse:
G. – Os meus pais velhos arranjaram outro filho…
Eu –Quem te disse isso?
G. – Eu sinto isso cá dentro do meu peito…
 
Seguiu-se uns segundos de silêncio, talvez porque eu não esperasse que ele sentisse isso, talvez porque eu saiba que é a mais pura das verdades o seu sentimento…
 
Eu – G. tu és único, insubstituível e mesmo que haja outro filho, este não veio ocupar o teu lugar porque tu és um menino muito, muito especial.
 
Posso não conseguir apagar todas as suas marcas mas vou com certeza ampará-lo e ajudá-lo a viver com elas sem que isso lhe cause mais sofrimento.
sinto-me: Mãe
publicado por Mara_Liza às 17:53
link do post | comentar | ver comentários (10) | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Outubro 2014

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. Como falar sobre adoção

. Adopção. João tinha uma m...

. Mundos de Vida - Nós pode...

. De que lado está? Saber e...

. Pedido de ajuda em trabal...

. E num só ano a cegonha ve...

. Pedido de ajuda em trabal...

. Eu sou contra a adoção

. Adopção: de novo as crian...

. Mundos de Vida - Crianças...

. Coisas que realmente faze...

. [casa sem mãe é um desert...

. Adopção, ao cuidado de qu...

. O que é um processo de ad...

. Apadrinhar crianças da Gu...

. Conferência a Adopção e a...

. Sobre a adopção internaci...

. Adopção, ao cuidado de qu...

. Conferência: Eu quero ado...

. [uma história de amor] e ...

. Como entrego o meu bebé p...

. Adopção.... é amor!

. Ao cuidado de quem está à...

. Porque é que eu haveria d...

. Adopção, palavras de uma ...

. 1.º Congresso Internacion...

. Movimento Adopção Interna...

. Ainda as adopções falhada...

. Da adoção e da dificil ar...

. Adopções falhadas

.mais comentados

.arquivos

. Outubro 2014

. Agosto 2014

. Maio 2014

. Dezembro 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Abril 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

.tags

. todas as tags

.links

.Visitas

Autenticação Moblig
blogs SAPO

.subscrever feeds