Sábado, 18 de Julho de 2009

adopção:Pais do coração

Adopção;Pais do coração

 

Recebi as perguntas por mail há bastante tempo, a publicação foi sendo adiada,  saiu este Sábado na Revista Ns do DN e Jornal de Noticias, o link está aqui para quem quiser ler, como há sempre muito mais a dizer e eu disse muito mais, deixo aqui as perguntas que me foram enviadas pela jornalista e as minhas respostas.

 

Não gostei do titulo... mas também não tenho nada de gostar.

 

 - No seu caso específico, que razões o levaram a abraçar esta problemática das adopções e do direito de todas as crianças a um lar de amor?

 

Sou pai adoptivo e biológico e neste momento candidato à adopção, o meu primeiro processo foi à mais de 10 anos e na altura sentimos muita falta de informação e de apoio. Um processo de adopção é sempre doloroso, a maior parte do tempo existe um enorme vazio e sentimos a  falta de podermos partilhar com outras pessoas. Após a adopção o sentimento mudou, mas o vazio continuava ali, a necessidade de sentir apoio e de partilhar com outras pessoas que estivessem ou tivessem passado pelo mesmo que nós mantinha-se. Com o tempo criamos um grupo de discussão, o grupo nós adoptamos e foi como uma bola de neve que foi crescendo, fiz parte do grupo que organizou os dois primeiros encontros nacionais de adopção, ambos em Setúbal, e a proximidade com pais e candidatos fez com que interiorizasse a problemática da adopção nas suas várias vertentes.

 

- Sendo o acolhimento familiar de crianças uma medida que pressupõe o seu bem-estar e a vontade de ajudá-las em primeiro lugar, como se explica que haja tantos casos (e tão fortemente mediáticos) de disputas com os pais biológicos?

 

Na verdade não há assim tantos casos, não faço ideia quantas crianças existirão em acolhimento, mas dois ou três casos não são muitos casos, para mais que os dois mais mediáticos, o da Esmeralda e o da Alexandra, são casos que passaram ao lado da segurança social e não são casos de acolhimento.  Passaram  à margem da lei e por isso se tornaram casos judiciais e depois em casos mediáticos por força da cobertura jornalística a que foram sujeitos... e diga-se de passagem que eu acho que a comunicação social fez um péssimo trabalho em ambos os casos.

 

- O que funciona mal no sistema que permite que tais situações aconteçam?

 

Nestes casos o que funcionou mal foram as pessoas que subverteram todo o processo, se as crianças tivessem sido entregues à Protecção de Menores em lugar de a casais que não estavam habilitados para os receberem, nada disto tinha acontecido. O acolhimento familiar está legislado e funciona, o que acontece é que muitas vezes as pessoas utilizam esquemas para tentar abreviar os processos de adopção, e depois utilizam a comunicação social para chamarem a atenção para situações que nunca deveriam ter existido.

 

- Uma vez que os laços afectivos de quem acolhe pelas crianças são inevitáveis, faz sentido que a lei não abra caminho para a adopção por parte das famílias de acolhimento interessadas em ficar com a criança? Mesmo nos casos em que a alternativa é o regresso à instituição ou a uma família biológica que venha a revelar-se incapaz de tratar convenientemente d@ filh@?

 

É  preciso entender que as crianças que vão para acolhimento são as que não tem como projecto de vida a adopção, se o objectivo final fosse a adopção, elas não passariam por famílias de acolhimento, iriam directamente para a adopção e para uma família que as desejasse e que estivesse disposta a dar amor e carinho. Se vão para acolhimento é porque o tribunal entende que não serão adoptadas, se tivermos em conta este princípio, a pergunta nem faz sentido. Por outro lado, as famílias de acolhimento são informadas desde o inicio qual a situação da criança e do facto que não a vão poder adoptar, as pessoas vão para o acolhimento conhecendo todos os factos. O que acontece é que há muita gente que tenta utilizar o acolhimento como um método rápido para a adopção, acham que todas as crianças que vão para acolhimento são crianças que foram abandonadas e maltratadas, evidentemente isto não é verdade, há muita gente que passa por dificuldades e prefere entregar os seus filhos ao estado a que estes passem necessidades.. e há quem refaça a sua vida.

 

Nos casos em que a família não consegue refazer a sua vida, as crianças vão para adopção e há muitíssimos candidatos disponíveis, pessoas que foram avaliadas e aprovadas como aptas, o que não aconteceu com as famílias de acolhimento.

 

- A legislação portuguesa relativa ao acolhimento familiar temporário está ao nível da de outros países com realidades semelhantes?

 

Eu não conheço a legislação dos outros países, mas não acho que a legislação portuguesa esteja errada, o que está errado é muitas vezes a mentalidade das pessoas, que tentam a todo custo subverter as leis em seu favor.

 

- O que precisava de mudar para garantir uma maior prática de acolhimento familiar (e por conseguinte uma menor institucionalização), uma preparação suficiente das famílias que recebem as crianças e um acompanhamento adequado de todos os casos?

 

Há muitas coisas a mudar, mas eu nem acho que o problema esteja no acolhimento familiar, em primeiro lugar haveria que mudar os juízes, a maioria dá uma clara primazia ao biológico, a tendência é dar oportunidades aos pais, espera-se sempre que estes recuperem, dão-se todas as oportunidades aos pais e à família biológica e nenhuma às crianças, entretanto estas esperam anos, vão crescendo em centros de acolhimento sem conhecer o carinho de uma família, sem amor.  Quando finalmente alguém decide que não vai haver recuperação, a criança perdeu uma parte da sua vida e já tem 7 ou 8 anos,  com essa idade já não há quem a queira. Por outro lado muitos centros de acolhimento não tem equipas capazes para encaminhar os processos, mesmo que as famílias não apareçam, as crianças não são sinalizadas, há centros de acolhimento em Portugal de onde nunca saiu uma criança para adopção, as crianças representam um rendimento mensal muito alto e nem sempre se pensa primeiro no bem estar delas.

Sou presidente e um dos fundadores da Missão Criança, uma associação que tem por objectivo precisamente a defesa destas crianças.

 

- E em relação à adopção: porque é que a maioria dos processos acaba por se revelar tão complicada em Portugal?

 

Na verdade os processos não são complicados, um processo de adopção é muito simples, basicamente respondemos a um questionário e participamos me 3 entrevistas, o problema é que em Portugal há muitos mais candidatos que crianças para adoptar, das 11000 crianças entregues ao estado só perto de mil tem como projecto de vida a adopção, logo, existem tempos de espera muito longos, porque há poucas crianças e muitos candidatos.

 

- Conhece algum caso específico em que a família de acolhimento temporário se dê bem com a biológica em nome do bem-estar primeiro da criança?

 

Não, conheço muitos famílias que adoptaram ou que pensam adoptar, mas não conheço famílias de acolhimento.

 

- Como é que se poderia, de forma efectiva e célere, garantir o delinear de um projecto de vida adequado para cada criança?

 

Teria que se pensar sempre em primeiro lugar na criança, e não na família biológica.

 

- No caso da Esmeralda a decisão do tribunal foi a mais acertada, tendo em conta o equilíbrio da menina e o facto de ter sido a família de acolhimento a criá-la nos primeiros cinco anos de vida (uma idade decisiva)? E no caso da pequena Alexandra, a menina russa?

 

No caso Esmeralda existiram muitas decisões dos tribunais, a primeira foi quando a criança tinha 8 meses, se em lugar de criar uma guerra na justiça, tivessem entregue a criança nessa altura, a sua pergunta nem se colocava. O problema é que aquela família tentou por todos os meios contrariar a lei e os tribunais, só eles são culpados de que a situação se tenha arrastado. Eles só ficaram com a criança até aos cinco anos porque nunca cumpriram a lei e as ordens do tribunal. É evidente que com 5 anos a criança sofreu, mas de quem foi a culpa?

 

No caso da Alexandra nunca existiu abandono, eu vi a entrevista que a família deu à RTP e o que foi dito ali mostrou que a mãe esteve sempre presente, as leis existem para defender as crianças.

 

Estes casos constituem precedentes que podem ser muito graves, porque podem dar a ideia de que basta arranjarmos alguém que nos dê uma criança para ela ser nossa e isto pode abrir caminho a muitos esquemas, inclusivamente ao tráfico de crianças, eu sou candidato à adopção, no primeiro processo esperei 3 anos, neste estou à espera há um ano, se alguém me disser que um caso como o da Esmeralda passa a ser legal, vou ali à esquina, levo um maço de notas e arranjo alguém que me dê uma criança, ou mando vir uma de uma favela do Brasil, ou arranjo uma prostituta Russa que tenha uma para mim... é muito mais fácil e mais rápido que aturar assistentes sociais e estar anos à espera que o telefone toque... é preciso ver que estes casos são muito perigosos para o futuro da adopção em Portugal... por isso sim, eu acho que em ambos os casos a justiça esteve bem.

 

Jorge Soares

Publicado inicialmente no Blog:O que é o jantar

publicado por Jorge Soares às 23:38
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11 comentários:
De Liliana Pereira a 22 de Julho de 2009 às 16:50
Encontrei hoje este blogue e vou ser visita assídua. Que quero adoptar uma criança, sempre quis e mesmo tendo 3 filhos biológicos ainda não desisti. O meu marido partilha do meu desejo mas ele é mais realista e acha que neste momento não temos condições. Os miúdos são muito pequenos e desgastantes, os nossos horários são de doidos, não temos casa nem carro onde caiba mais uma criança.

De qualquer forma, este blogue vai ser uma forma de continuar a alimentar o sonho.
De vania a 19 de Agosto de 2009 às 01:36
OLA
Chamo-me Vânia Pereira e sou assessora da Oriflame. Criei um blog para facilitar nas encomendas e para conhecerem produtos que eu ja experimentei...

Pf divulga http://orimoda.blogspot.com

Visita e experimenta a oportunidade de usares um dos nossos produtos. vais gostar ;)



(Se gostares diz alguma coisa no blog :))
Beijos

De Alexandra a 8 de Setembro de 2009 às 05:26
Poderá ser legal iniciar um processo de pré-adopção com uma grávida? Uma grávida que não deseje criar o filho - uma grávida para quem conhecer uns futuros potenciais pais seja um factor ao decidir não abortar?
Note-se - pergunto se isto pode ser feito em condições de absoluta legalidade.
De Jorge Soares a 8 de Setembro de 2009 às 08:38
Alexandra, em Portugal isso não é permitido, não, não é legal.

Este tipo de situações é a que leva a casos como o da Esmeralda, ou o da Alexandra.

Se realmente essa grávida não quer o seu filho, deverá informar isso no hospital e a criança será encaminhada para a protecção de menores.

Não sei o que quer dizer com pais potenciais, mas em Portugal só existem pais e candidatos à adopção e estes, para sua protecção e protecção da criança, não devem ter qualquer contacto com os pais biológicos, nem antes nem depois da adopção.

Jorge Soares
De marijose a 10 de Setembro de 2009 às 01:39
ola todos, desculpen o meu mal portugues.nos precisamos urgentamente seu ajuda.nos não somos uma familia de acolhamento mesmo asi somos em uma situãção similar a de dos "pais" de esmeralda ou alexandra. Somos axeptados de candidatos de adopção e recebermos a nossa criança a algum tempo. A criança adoptou se tão bem e facil. Todos nos aseguraram que acordo a nova lei uma vez uma criança e declerado adoptavel esta decisão é ireversavel. Pregunteimos tantas vezes sobre esto porque nunca queriamos ser metido em uma situação como aquela de esmeralda ou alexandra. Eramos super contento com a nossa crinaça a que tenhamos que esperar tanto tempo. Mesmo mesmo amamos como nossa criança biologica. Os dois são inseperavel e adoram um a outro.
Ainda na face de pre adopção foimos contactados da SS.tenham que informarmos que o nosso processo foi a recurso extraordenario. Todo esta parado. Apareçeu um membro da familia que quere a criança. NOs somos totalmente chocados e no fim da nossa energia. O dia a dia turnarse mesmo complicado tendo esto horror sempre emfrente. A nossa familia vai a ser destruido. A nossa oira criança vai a ficar traumatisado para o resto da vida se vamos a perder nossa criança a adoptar. Naõ falando sobre a que familia nossa criança "adoptada" tem que voltar a. E mesmo mesmo mal por esto estava retirado de ali. Eramos uma familia feliz. Agora vivermos em uma pessadela. O pior é que nos meteram em esta situação totalmente inocente. nos fiszmos todo correcto. Mais não resebermos ajuda de nenhgem.Todos diçem que temos que ficar tranquilo.Como? Temos moita saudade nossos pais que naõ vivem ca mais não podemos viajar por causa de segurança. Se até natal não temos repostas vai a ser um natal moito triste e temos que esplicar a nossos crianças que oitra vez não podem visitar os avos por esta horrivel situação. Vivemos em escondidas porque não sabemos se a familia biologica esta a batar a nossa porta. Somos precoupado por asegurança de nossas crianças e a nossa familia em geral. Como é que é possivel meter uma familia em uma situaçao assim? Se alguem nos pode ajudar agredeçamos muitissimo. Por causa de nossa segurança não podemos revelar muito mais sobre nos.AJUDAM NOS SE FAZ FAVOR. obrigado
De Jorge Soares a 10 de Setembro de 2009 às 09:23
Olá

Quando passamos pelo primeiro porcesso de adopção estivemos numa situação que poodia ter terminado assim, pode enviar-me um mail para jfreitas.soares@sapo.pt

Gostaria de tentar ajudar.

Jorge Soares
De marijose a 13 de Setembro de 2009 às 16:47
Olá

outra vez. voce recebi meu email?
Obrigada
Marijose
De Daniel a 12 de Março de 2010 às 17:42
Somos um casal homosexual com um desejo de ser pais...e adoptar uma crianca que precise de uma familia. No entanto em Portugal acho que nao pode ser...e o processo é burocratico e demorado! Será que o interesse das criancas prevalecem sempre? A cho que nao, infelizmente pois ao discriminar contra homosexuais e os processos demorarem tanto tempo...as criancas continuam sem ter uma familia. Estamos seriamente a recorrer á adopcao itnernacional...embora preferisse uma crianca Portuguesa.
De marta a 3 de Janeiro de 2011 às 14:43
ola
sou adoptada e gostava de conhecer os meus paie biologicos
como e que eu faço
De Jorge Soares a 3 de Janeiro de 2011 às 15:17
Olá Marta, posso perguntar que idade tens?

Jorge
De Victoria Simone a 16 de Agosto de 2011 às 06:04
Eu sou uma pessoa que quando for adotar meus filhos, quero eles a partir dos 5 anos, na idade da alfabetização, ou seja, aquela idade que ninguém quer.

Essa idade que as crianças tem que ir para escola, que resistem aos estudos, ninguém quer.

Daí, mandam para os orfanatos. Porque os pais e mães gostam quando eles estão calminhos, mamando, brincando, submissos e sem fazer perguntas.

Quando as crianças começam nas fases dos PORQUÊS, aí os pais jogam nas creches, jogam nas escolas, batem nos filhos, etc... Alguns nem querem mais e abandonam. Outros fogem.

Pois é nessa idade que eu vou querer adotar meus filhos. Eu sou brasileira e quando tiver condições e bom trabalho vou adotar dois.

O menino quero de CaboVerde para ser exemplo para as crianças aqui da America. Mas, eu queria um bem negrinho de verdade para dizer com orgulho: É MEU PIMPOLHO!!!

E uma menina, depois, queria uma chinesinha, que vai ser minha PIMPOLHA.

Eu sei que poderia adotar no Brasil, mas é melhor adoções internacionais, porque daí não existe risco dos pais biológicos e verdadeiros quererem eles de volta.

Porque no Brasil é assim. Eles dão os filhos para adoção, alguns até jogam as crianças no lixo. Depois que a criança é adotada, abrigada, tem boa educação, consegue ter uma mesada dos pais, eles descobrem e começa a importunar as crianças e os pais das crianças pedindo dinheiro. Isso é sério.

No Brasil tem muitas crianças precisando adoção, mas não querem ir para certos lugares do exterior, com medo de fazerem maldades com eles, o que é compreensivel. Mas, existem famílias do exterior muito íntegras que desejam adotar com boas intenções.

Quem trata muito desse assunto no Brasil é o juíz Ciro Darlan e a Maria Estela Kubistchek (filha adotiva do ex-presidente) Juscelino. Ela foi adotada e escreve toda sua história com as duas famílias no livro:
SImples e Princesa - Maria Estella Kubistchek.

Leiam a história é comovente. Mas, por favor, é bom que este livro ao ir para outros países tratando da questão da adoção, seja traduzido pelo português de Portugal e da Africa.

http://www.walmart.com.br/Produto/Livros/Literatura-Nacional/Saraiva/96582-Simples-e-Princesa

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